A violência contra a mulher no Brasil atinge todas as classes sociais e todas as regiões do País, e segundo pesquisas, 35% das mulheres brasileiras sofrem violência regularmente, sendo que a cada cinco minutos uma é agredida e a cada duas horas uma é assassinada. Esses estudos apontam ainda que o Brasil é o 5º País com maior taxa de homicídio de mulheres, demostrando um aumento de 230% nos últimos 30 anos.
Diante dessas tristes estatísticas surgiu o movimento Bem Querer Mulher (BQM), em parceria com a ONU Mulheres. O projeto é uma iniciativa do INDES – Instituto para o Desenvolvimento Sustentável, organização sem fins de lucro com certificado de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Criado em 2004 com o apoio do meio artístico, do Grupo Full Jazz de Comunicação e de importantes veículos de comunicação, o BQM nasceu com uma perspectiva de longo prazo, que visa à redução dos índices de violência contra a mulher no Brasil, por meio da conscientização e mobilização da sociedade.
O conceito do movimento foi criado a partir do desejo de construir um modelo de MRC – Marketing Relacionado a Causas diferenciado e que pudesse se tornar um exemplo para o mercado, no qual todos saem ganhando: empresas, pessoas e sociedade.
De acordo com o criador do movimento, o empreendedor social João Francisco de Carvalho Pinto Santos, “a causa foi escolhida após ter sido identificado junto à ONU e outras entidades, a dimensão e a gravidade da violência contra a mulher, ao mesmo tempo em que percebemos a ausência de apoio estruturado da sociedade civil e por parte das empresas”. Segundo o idealizador, a ideia é expandir ainda mais as ações. “Vamos criar centros de atendimento “Bem Querer Mulher” no maior número possível de bairros de baixa renda, e futuramente ampliar para outros Estados, de acordo com a arrecadação. Isso exigirá recursos para profissionalizar o movimento e investir no projeto social com ampliação gradativa”.
O Bem Querer Mulher capacitou ao longo de cinco anos mais de 130 lideranças comunitárias para oferecer às mulheres vítimas de violência todo apoio e orientação necessários, ajudando a encaminhar, acompanhar e muitas vezes solucionar casos concretos, devolvendo, dessa forma, a autoestima e a dignidade da mulher brasileira.
Até o momento foram 60 mil atendimentos realizados pelas agentes, resultando numa média de 300 mulheres atendidas por mês. Muitas dessas agentes Bem Querer Mulher são voluntárias e atendem nos Centros Integrados de Cidadania (CIC Leste, CIC Oeste e CIC Norte), que pertencem a Secretaria de Justiça e da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo.
Segundo os organizadores, a ideia é realizar ações estratégicas com o objetivo de arrecadar fundos, a fim de financiar os atendimentos e remunerar essas agentes, garantindo o controle, a frequência e o registro dos mesmos, oferecendo total assistência às mulheres vítimas de violência.

Para colabora com a causa: www.bemquerermulher.org.br
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Instagram: bemquerermulher
