No filme “MADAME”, de Amanda Sthers, Anne (Toni Collete) e Bob (Harvey Keitel) são um casal americano bem-sucedido de férias em Paris que resolve promover um jantar para amigos estrangeiros sofisticados. Quando descobre que tem 13 convidados, Anne implora para que sua fiel empregada Maria (Rossy de Palma) se disfarce de uma misteriosa espanhola para ter um número par de convidados. O que ela não esperava era que Maria fosse se envolver amorosamente com um dos convidados. Com distribuição da California Filmes, o longa estreia no Brasil dia 29 de março.

Para dar vida a Maria, Amanda escolheu a atriz Rossy de Palma, que ganhou fala nos primeiros filmes do cineasta Pedro Almodóvar e virou a musa do estilista Jean-Paul Gaultier. “Maria é uma mulher muito positiva, com uma luz interna muito poderosa. Ela não se sente inferior porque tem que limpar o que outros sujaram: ela é uma empregada e tem orgulho disso! Uma pessoa simples e natural.

Compartilho muito com ela, o jeito de olhar para a vida, uma curiosidade pelos outros. Algo infantil também, o desejo de nunca perder de vista a menina que tem dentro de si. Maria se sente próxima daquela garota, e eu, enquanto envelheço, também me aproximo dela. Ela é uma Cinderela moderna, uma pessoa muito romântica que acredita em contos de fadas”, defende a atriz.

E, ao lado de Rossy, uma dupla de atores de peso: Toni Collete e Harey Keitel. “A oferta de papel veio em tão boa hora que pareceu muito boa para ser verdade. Então li o roteiro de Amanda e fiquei impressionada. Amei o tom, e é brilhantemente escrito. Anne é um personagem muito interessante, possivelmente a mulher mais narcisista que me pediram para interpretar. Ela vive em um mundo o qual ela tenta controlar o máximo possível. E temos a beleza de Maria, interpretada por Rossy de Palma, com seu incrível apetite pela vida, a facilidade com que ela se conecta com os outros, segurando um espelho e mostrando a feiura interna de Anne”.

Keitel faz coro com a parceira de cena e elogia o roteiro do filme. “Tem muita inteligência e profundidade no diálogo. Em outras palavras, tudo o que você quer em um roteiro! Eu interpreto um homem cuja família fez o dinheiro em imóveis e arte. Para um nativo do Brooklin como eu, interpretar tal personagem é sempre educativo: eu tenho que me segurar para não falar palavrões! Ele e sua esposa estão tentando consertar seu casamento. Você sempre aprende algo lidando com esse tipo de situação” reflete.
Confira o trailer:
